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Eleições no Palmeiras

Conforme toda imprensa apontava, o novo presidente do Palmeiras é Arnaldo Tirone Filho. Tirone foi apoiado pelos ex-presidentes Carlos Fachina, Afonso Della Monica e, principalmente, por Mustafá Contoursi, o mesmo que ficou 12 anos no poder e levou o time à Série B, em 2002.

O fim da gestão Beluzzo foi ridícula. Afastado por problemas de saúde, o vice Palaia assumiu e mudou a diretoria de futebol na primeira canetada como presidente. Ao voltar, Beluzzo apenas cumpriu os últimos dias de mandato antes das eleições de maneira melancólica. Viu seu grupo se dividir em duas frentes, uma apoiando Palaia, outra apoiando Paulo Nobre, que parecia ser o menos pior. Mas os problemas de saúde impediram o presidente Beluzzo de participar de forma mais dinâmica do processo sucessório. Ao fim do mandato, disse que o clube precisava de mudanças, como eleições diretas e separação do futebol do clube social. A pergunta que fica é por que quando estava no poder, Beluzzo não brigou por essas mudanças?

O novo presidente, Tirone, assumiu no dia seguinte e nomeou Roberto Frizzo, que concorreu e perdeu nas duas eleições anteriores, como novo diretor de futebol. Apesar de garantirem que o futebol é o carro chefe do clube, Tirone e Frizzo deixam claro em todas as entrevistas que a maior preocupação é resolver as pendências econômicas do clube, como as dívidas bancárias e atrasos nos pagamentos de jogadores e funcionários. É fato que a gestão Beluzzo contribuiu bastante para o aumento da dívida palestrina. Mas também é fato que boa parte dessa dívida vem do pagamento de impostos atrasados, desde a época do presidente Mustafá. Sem a quitação destes impostos, as obras para a nova Arena, que está sendo construída, não poderiam ter andamento. Já Mustafá alegou que o pagamento destes impostos foi (mais) um do professor Beluzzo, pois os valores poderiam ser contestados na justiça e o pagamento postergado ad eternum. É mole?

Mustafá já começa a botar as manguinhas de fora. O número de entrevistas aumentou consideravelmente em relaç~!ao ao período que foi presidente. Quem está por fora do noticiário acha que ele é o presidente de fato, e não Arnaldo Tirone. Muitos acreditam que Tirone será um fantoche do ex-presidente, apesar de que existe uma ala de palmeirenses que acredita que ambos possam romper relações, como ocorreu na eleição de Della Mônica em 2005. Será?

Campeonato Paulista

Foi só Beluzzo sair da presidência que o Palmeiras começou a ganhar. Após o empate sem gols com o Botafogo de Ribeirão Preto, no Pacaembu, o time conseguiu engatar 4 vitórias seguidas, contra Ituano, Oeste, Paulista e Portuguesa. Se os adversários não são lá essas coisas, o Palmeiras não tem nada com isso. Desde 2009, ainda com o interino Jorginho, que o Verdão não emplacava 4 vitórias seguidas. Sem os homens de criação, como Valdívia e Lincon, eternamente entregues ao Departamento Médico, Felipão arma o time com três atacantes: Luan aberto pela esquerda, Dinei centralizado e Kléber voltando para buscar a bola. A defesa tem se acertado e só levou 2 gols em 5 jogos!

As vitórias, além de ajudar a transição entre a diretoria que sai e a que chega, permite com que os jogadores que chegaram esse ano possam jogar mais tranquilos. Caso do lateral direito Cicinho, que fez uma ótima estréia contra o Ituano e marcou um golaço contra a Portuguesa. O volante João Vitor também virou titular com a contusão de Marcos Assunção e vem dando conta do recado. E no último jogo a torcida foi apresentada a Max Santos (ex-Pardalzinho), que partiu para cima dos adversários, e Adriano (ex-Michael Jackson), que deu o passe para o gol do Gladiador. Até o menino Patrick, desacreditado pela torcida, tem entrado bem nos jogos, tanto é que já marcou 2 gols.

Mesmo assim a torcida do Palmeiras não pode se iludir. O time cansou de começar bem os campeonatos e terminar o ano com a corda no pescoço. Com o novo regulamento do campeonato, onde se classificam os 8 primeiros, cabe a Felipão dar um padrão ao time e garantir a classificação o quanto antes.

O time a ser batido, o Santos, vai começar a se dividir com a Libertadores. O Corinthians, embora esteja vacilante, também deve voltar suas atenções para o torneio sulamericano (isso se passar pelo Tolima – mas acho que passa). O São Paulo ainda não se acertou, coisa que deve ocorrer com o andamento do campeonato. Dos representantes do interior, parece que o Americana (ex-Guaratinguetá), vem bem. Não vi os jogos dos outros time, então não posso falar muita coisa.

No final sempre os times grandes prevalecem. Se o Palmeiras souber controlar seus nervos, pode surpreender a todos, inclusive a seu torcedor.

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