Brazil


Depois de muito tempo escrevendo sobre futebol, resolvi escrever sobre outro assunto. Dessa vez sobre esse período de 2 semanas fora do país, por causa do trabalho.

Fiquei 1 semana nos EUA e mais 1 em Buenos Aires. A volta à terra do Tio Sam, depois de 2 anos, foi tranquila. Dessa vez a escala foi em Washington, mas nem tive tempo de conhecer o aeroporto. Pela demora na fila da imigração, só deu tempo de sair correndo e pegar o voo até San Franscisco. Por falar na imigração, dessa vez deu tudo certo. Não que das outras eu tivesse problemas. Mas sempre me atrapalhava quando perguntavam algo para mim. Nunca entendia na primeira vez. Talvez já sabendo as perguntas, dessa vez foi fácil.

A parte mais curiosa dessa viagem foi uma visita inusitada ao Stanford Stadium. No último dia antes da volta, resolvi andar até o centro de Palo Alto. No caminho, passando pela Stanford University, havia o estádio, que abrigou a Copa de 94, inclusive com 3 jogos do Brasil (contra a Rússia, Camarões e EUA). Pois bem, dei a volta no estádio, procurando uma entrada para visitantes. Ao lado da bilheteria, um portão e uma placa, indicando que as visitas seriam apenas às quintas-feiras, 10 da manhã. Embora fosse sexta, sou brasileiro e não desisto nunca. Eis que passa pelo portão uma senhora, pilotando um daqueles carrinhos de golf, perguntando se eu gostaria de visitar o estádio. Respondi que sim, claro. ela disse que havia um senhor, Tim, que poderia me mostrar. Assim que ele saisse com um grupo, poderia pedir para entrar. Menos de 5 minutos depois, surge o Mr. Tim, um senhor de seus 65 anos, com um inglês fácil de entender, mesmo para o meu macarrônico domínio da língua. Ele me disse que não era o dia de visitas, mas como ele estava lá sem fazer nada, por que não mostrar o estádio aos visitantes? Quando disse que era do Brasil, tudo ficou mais fácil. De pronto ele disse P-E-L-E, e eu fiquei tentando entender que pele era aquela. Quando minha ficha caiu, repeti o nome certo, Pelé. O danado disse então para eu não zombar do “espanhol” dele.

Bom, durannte a conversa, que durou uns 30 minutos, Mr. Tim me contou a história do estádio e a reforma em 2005. Praticamente é um novo estádio e não tem quase nada da época da Copa de 94. Conversamos sentados na arquibancada sobre Brasil, América do Sul (ele perguntou se Cristina Kichner era presidente do Brasil ou da Argentina) e, no final, se ofereceu para tirar uma foto minha. Depois que fui embora, me arrependi de não ter tirado mais fotos, mas achei divertivo ter a cara de pau de entrar no estádio.

No mesmo dia e no mesmo passeio, entrei numa loja de brinquedos atrás de bonecos para a minha coleção. Consegui um do Darth Maul, de Star Wars, mas o engraçado foi a música que estava tocando na loja. Um sambinha, meio bossa nova, que me deixou curioso. Alguma rádio tocando nossa música? Quando acabou a canção, começa outra, também brasileira! No caixa, pagando pelo boneco, não resisti e perguntei à atendente sobre as “brazilian musics”. E ela me mostrou o CD, uma coletânea de músicas tupiniquins, que estava à venda.  Disse que era do Brasil e a moça respondeu que eu deveria conhecer todas as canções. Mais uma história da viagem. Em outras épocas, não falaria nada com a moça!

Para terminar essa parte da viagem, no voo de volta, entre San Franscico e Washington, sentam ao meu lado um casal de latinos. Deu para perceber, logo de cara, que eles não falavam nada de inglês. A comissária servia bebidas e eles apontavam a caixinha de suco de laranja. No fim da viagem, começou a nossa interação. Ele me perguntou se eu era espanhol, pelas respostas que eu dava. Disse que era brasileiro e perguntei sobre eles. O casal era da Guatemala e estavam a passeio nos EUA. Foi mais uma história que levo dessa viagem.

Cheguei ao Brasil domingo pela manhã e, à noite, embarcaria para Buenos Aires. Só deu tempo de tirar as muambas da mala (nem foram tantas assim), dar um beijo na esposa e partir para o aeroporto. Mas isso fica para um outro post.

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