A queda de Muricy


A semana do Palmeiras foi agitada. Começou com a partida com o São Caetano, na quarta-feira de Cinzas. Logo ao entrar no gramado, dava para perceber a apatia da equipe, com os jogadores de cabeça baixa. O horário do jogo, 21:50 e a chuva que caiu antes da partida proporcionaram um público de apenas 3324 testemunhas.

O jogo foi horroroso para o Verdão. Ao final do primeiro tempo, já estava 3 x 0 para o Azulão. O Palmeiras, apático, tentou esboçar alguma reação no segundo tempo, mesmo sofrendo mais um gol, quando o jogador do São Caetano conseguiu driblar três defensores verdes antes de chutar e marcar. Um verdadeiro gol de vídeo game! No final, 4 x 1 para o Azulão e a decepção da torcida palmeirense.

O dia seguinte foi ainda mais trágico. Entre trocar o treinador e trocar a direção de futebol (que nao contrata ninguém), Beluzzo optou pelo mais óbvio. Cai o técnico, que ficou apenas 6 meses no Palestra Itália, com aproveitamento de apenas 49%. Muito pouco para quem veio com um tricampeonato brasileiro na bagagem. Mas a diretoria de futebol, que não deu o respaldo necessário ao treinador, continuou. Apenas o gerente Toninho Cecílio, que ninguém sabia exatamente que função exercia, foi embora. O homem forte do presidente Beluzzo, o Vice de Futebol Gilberto Cippullo, esse permaneceu!

Como desgraça pouca é bobagem, o técnico escolhido para substituir Muricy foi Antonio Carlos Zago, coincidentemente o técnico do São Caetano! Identificado com o Palmeiras,  foi várias vezes campeão entre 1993 e 1994, boleiro e com a experiência de ter sido gerente de futebol do Corinthians, em 2009, Zago foi uma aposta da diretoria do Palmeiras. O novo treinador tem apenas 8 meses de profissão e treinou, até agora, somente a equipe do ABC na Série B do ano passado.

Depois de fracassar com os badalados Luxemburgo e Muricy, a gestão de Beluzzo aposta num treinador mais jovem, identificado com o clube e, principalmente, mais barato aos cofres do Palestra Itália.

Confesso que é uma aposta de risco, maior do que a que foi feita com Caio Junior, em 2007. À época, Caio Junior havia classificado o Paraná Clube para a Libertadores de 2008. Mesmo assim, chegando ao Palmeiras, não conseguiu se livrar da alcunha de estágiário, seja pelos óculos, seja pela postura no comando do time.

Antônio Carlos é um treinador novo, mas ao contrário do “Harry Potter”, sempre foi líder das equipes em que jogou. Pode ser que dê certo. Mas nunca é demais lembrar que é cria de Luxemburgo e possui ligação com empresários.

Se conseguir fazer o Palmeiras jogar bonito, vencendo e convencendo, todo o resto ficará em segundo plano. Está pintado um novo Luxemburgo ou um novo Caio Junior? Só o tempo dirá!

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