Libertadores


No futebol, nem sempre o melhor vence.  A frase é batida mas pode ser aplicada em muitas decisões futebolísticas. Em outros esportes coletivos, como vôlei e basquete, o melhor time sempre será campeão. Isso nem sempre ocorre no futebol. Exemplos de superação de times limitados, que crescem na reta final dos campeonatos são comuns ao longo da história.

Toda essa introdução serve para comentar o desempenho do Palmeiras na Libertadores desse ano. O time não perdeu a classificação contra o Nacional, lá no Uruguai. Em nenhum momento o time empolgou, compensando o mal futebol com raça e um pouco de sorte.  As rodadas iniciais do Paulista serviram apenas para iludir o torcedor. Nove vitórias seguidas, o time voando e o Keirrison fazendo gols à rodo.

Foi só começar a fase de grupos da Libertadores que veio a primeira derrota, para a LDU, no Equador. A derrota seguinte, em São Paulo, acendeu a luz vermelha. O time teria que jogar bem e começar a ganhar jogos fora de casa se quisesse se classificar. A vitória com sobras em Recife foi logo esquecida com o empate em casa, contra o próprio Sport. Após a vitória contra a LDU em casa, a classificação foi conseguida de forma heróica, contra o Colo-Colo, no Chile, com um chute do meio da rua faltando 3 minutos para o fim do jogo.

A classificação na raça poderia elevar a moral do time. Mas o Sport tratou de estragar a empolgação do Verdão, nas oitavas. A classificação para às quartas só veio nos penalties, depois de São Marcos defender a três cobranças.

A eliminação veio contra o Nacional do Uruguai, com muito mais tradição que futebol. Os uruguaios acharam um gol em São Paulo e jogaram fechados em Montevidéu. Isso deixou claro a falta de padrão do time do Palmeiras, sempre encontrando dificuldades para furar as retrancas alheias.

Enfim, a vida segue, resta o Brasileirão. O time não vem empolgando, mas encontra-se, atualmente, na zona do G4. É desejável não perder os líderes de vista, justamente quando ainda há clubes que estão divididos entre Libertadores (Cruzeiro e Grêmio) e Copa do Brasil (Inter e Corinthians). A partir de agosto, com o final da janela de transferências para o exterior, as coisas começam a se definir. É mais fácil deixar os outros correrem atrás do que o contrário.

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