Canadá – dia #1 – A Chegada


Comparando com o dia anterior, hoje foi moleza!

Voo RJ – Toronto tranquilo. Se bem que uma viagem de avião de mais de 10 horas nunca é legal, né?

Devorei o jantar (entre chicken or meat, escolhi o franguinho), Ginger Ale e um pudim. O que não ornou foi uma salada de pepino, que ficou inteira. Anisia comeu só um pouco do frango dela. Não curtiu!

Chegada em Toronto dentro do horário e com bastante tempo para burocracia até o voo a Edmonton.

Saímos  do avião com nossas 5 bagagens de mão (lembrem que a mochila com os laptop estava (ainda está) com o zíper quebrado. Não poderia ir nas costas com medo de algum equipamento cair ou ser surrupiado (neurose brasileira). Ao passar pela porta do avião sentimos o primeiro baque: um frio de sair fumaça da boca, isso por que havia um vão entre a aeronave e o finger. Depois, pela internet, soube que estava -11, mas achei um exagero. Pois bem, o trajeto todo dentro do aeroporto estava quentinho, foi só a saída do avião mesmo.

Primeira parada, imigração. Com o visto de estudos no passaporte e a carta da universidade, não teve problemas. Algumas perguntas de praxe mas, por causa do tipo de visto, fomos para outra sala, enfrentar outra fila.

Uma coisa curiosa nesta sala foi que havia duas filas. A nossa, que tinha brasileiros e pessoas de outras nacionalidades e uma segunda, cheia de latinos, que nem inglês falavam. Demorou um pouco, mas no fim, o agente grampeou um papel bonito em nossos passaportes.

Outra aventura foi resgatar a coleção de malas e bagagens que despachamos. Como havia algum tempo que tínhamos pousado, a esteira já estava parada e diversas malas abandonadas. Saímos caçando cada uma das nossas 7(!) bagagens. Dois carrinhos, ajeita daqui, aperta dali e, antes de sair para procurar a conexão, uma selfie básica, que coloquei no post anterior.

Ainda deu tempo de perguntar a um agente onde poderia fazer a declaração dos meus dólares. Ele me olhou, viu que estávamos em 2 pessoas e, quando falei o valor, mandou em seguir em frente. Melhor para nós!

Seguindo o mesmo esquema dos EUA, logo a seguir já fica a esteira para despachar as malas para a conexão. E lá fomos nós de novo!

Agora era só achar o gate certo para o nosso voo (D40). Passamos pelo raio-x seguindo aquele ritual universal: mochila, carteira, tira laptop, põe laptop… mas tudo certo! Achamos nosso portão e ainda tínhamos mais de uma hora até o embarque. Pensamos em comprar uma mala de rodinhas e tentar distribuir o conteúdo das nossas mochilas, facilitando o deslocamento. Deixei a Anisia com as bagagens e saí para ver se tinha alguma loja que vendesse mala. Nada feito. Encontrei algumas mas sempre do mesmo tamanho e bem pequenas. Não ia nos ajudar em nada. Deixei para lá e voltei ao nosso banco. Anisia já tinha feito amizade com uma mulher muçulmana (de longe, tinha um lenço na cabeça). Era uma brasileira, de origem libanesa (acho que seu nome era Badrie), que mora há 30 anos em Edmonton!! Desejou muito sucesso para nós e até nos mostrou a casa onde morava pelo Street View do Google. Minha neurose brasileira nunca permitiria mostrar meu endereço e a imagem da minha casa (sem cercas nem portão) a quem quer que seja, ainda mais no aeroporto. Mas aqui parece que é diferente. Ou ela nos achou confiáveis!

Ainda comemos alguma coisa e embarcamos rumo a Edmonton.

Depois de 4 horas de voo, sentados separados (19H e 26H – assento de meio, ainda por cima), finalmente pousamos nas terras que vão nos abrigar pelos próximos 4 anos!

Não sei se foi por causa da tensão da viagem, da correria, do calor do RJ direto para o frio do Canadá, minha cabeça estava explodindo desde terça-feira. Nos dois trechos do nosso voo, a dor de cabeça desceu para a atura da testa, olhos e nariz, indicando uma coisa que nunca tive, sinusite. Sentia (e ainda sinto, um dia depois), que tinha um prego enfiado no meu rosto. Será que isso passa fácil ou vou ter que ser sacrificado?

Voltando, desembarcamos em Edmonton, pegamos nossas malas e entre alugar um carro e ir de shuttle ao hotel, optamos pela shuttle. Preço razoável pela quantidade de bagagens! E antes de sair, ainda deu tempo de ligar para o Brasil, via Skype, para saber se Moustache tinha embarcado e se estava bem. A resposta da moça que ficou responsável pelo transporte do nosso Schnauzer até o Galeão nos deixou tranquilos. Ele estava bem, não chorou, entrou na casinha e o pessoal responsável pelo despacho era muito cuidadoso. Uma preocupação a menos!

Chegamos ao hotel e a senhora da recepção foi muito simpática. É uma portuguesa mas falou o tempo todo em inglês. Fomos para o nosso quarto e surpresa! Tinha esquecido o tipo de reserva que havia feito no Brasil. É um mini apartamento, com cozinha, balcão no meio, sala, escritório, banheiro e quarto enorme. Poderia morar aqui os 4 anos sem problemas!

Depois de descansar um pouco, tentar encontrar alguma coisa nas infinitas malas, saímos para comer algo. A idéia era andar um pouco para já ir mapeando lugares para alugar. Mas só comemos e compramos comida para o café da manhã. O cansaço e o frio não deixaram fazer muita coisa. Quando saímos do hotel estava uma temperatura ainda suportável (+8 graus). Mas na volta o frio começou a apertar e voltamos para a casinha. De longe, vimos alguns prédios de apartamentos legais (de longe). Vamos tentar voltar para ver, claro!

Muito gelo nas calçadas! O caminho por onde as pessoas passam não em gelo, mas do lado, perto dos muros, a neve acumulada já virou gelo e deixa tudo diferente. Tinha uma loja de SUVs (ou o estacionamento mais monótono que já vi) onde pontas de gelo estavam penduradas, como se fossem estalactites. Pela que não tirei foto. A foto que tirei foi da entrada de um parque, ao lado do hotel, para mostrar o que nos espera.

Hoje tem a chegada de Moustache e uma conversa com meu orientador, já que eu não vim aqui só para passar frio! E mais reconhecimento da área!

Selfie básica mostrando o que nos espera!
Selfie básica mostrando o que nos espera!
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